quarta-feira, 28 de julho de 2010

Outro Mundo

Às vezes paro
E simplesmente esqueço
De tudo, de todos

Começo a pensar
Não sei no que
Por qual motivo
No que fazer

Tudo acontece
Meus olhos estão abertos
Minha mente está longe
Eu não sinto nada

Minhas fantasias se sobressaem
Parece que o pano do palco cai
Tudo é intenso, é raro

Meus sentimentos
Agora são pessoas mascaradas
Rostos brancos, narizes vermelhos

Seria um sonho
Se não estivesse acordado
Olhando para tudo
Sem querer ver nada

O que vejo são só ilusões
Delírios de meus pensamentos
O ‘hoje’ e o ‘aqui’ estão presentes
Apenas eu, estou ausente

Penso no que fiz
Ou no que irei fazer
O tempo se perde
Mas também é ganho.

Então em um segundo
O pano sobe, as luzes apagam
E o show termina.

Acabo de acordar
Do mais profundo falso sono
No qual os sonhos
São o melhor que se pode ter

Sonhei com tudo
Vi o que queria
Acalmaram-se os nervos
E o preto e branco
Ganha cor novamente

Ganhei o dia.
Em segundos que fugi
Saindo para outro mundo
No qual me perdi

Ao me encontrar
Vi que tudo é perfeito
Que este é o meu mundo
Mas que nada faz sentido

Pois foi na lucidez que eu vi.
A consciência quem me disse.
Que é a demência que me faz viver.

2 comentários:

  1. mais uma vez venho lhe parabenizar, quando escrever um livor, vou comprar um exemplar, aí tu vai ter q autografar HDIAHOIDSAHUUDSAUIOSDAHDISA

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