quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De olhos fechados

Me desprendo disso tudo
De tudo que vejo
Que sinto
Que quero


Quando nada mais tolero
Fecho os olhos e vou fundo


Longe vou
Para qualquer lugar
Nada vejo
Onde tento chegar


Apenas:
Um pouco de silêncio
Um momento de solidão
Fugindo da realidade
Resta apenas a escuridão


São apenas:
Meus segundos
Minhas horas
Meus dias
São apenas MEUS


Nessa penumbra
Tudo ganha vida
Tudo se transforma
E mesmo assim
Nada é real


Pois se fosse
Não haveria escuridão
Não teria silêncio
Não seria só


Nada seria imaginado
Nem criado, nem desfeito
Nos segundos de olhos fechados
Tudo parece perfeito