segunda-feira, 21 de março de 2011

Meu medo do tempo

Tenho um grande medo do tempo

Ele passa muito rápido

E tudo se transforma

Cada segundo que ele avança

é um momento de angústia.

Ele passa e muda as pessoas.

Leva alguns, traz outros.

Muda constantemente nossos hábitos

Muda nossas idéias.

Como um grande monstro

Agarra nossas lembranças.

Arrasta-as para o sótão

E as empilha em caixas.

Isso acaba em muitas pilhas,

E quando você precisar de alguma delas,

Simplesmente se dará conta

De que o tempo a deixou muito atrás das outras.

Essa lembrança,

Hoje necessária,

Será difícil reviver

E também difícil compreender

O que o tempo está te fazendo.

Verá que junto com ele, veio a saudade

E que ela também não descansa.

Sentirá a saudade invadindo seu corpo

Pressionando seus outros sentimentos

E até inibindo-os

Em alguns casos não podemos evitar,

Restará apenas a saudade e rascunhos das lembranças.

Já em outros, podemos ir atrás do prejuízo,

Correr contra o tempo e reviver certos momentos

Espantar a saudade e aflorar sentimentos bons.

“O tempo passa e nem tudo fica...”

Mas hoje eu só quero amenizar meu medo

Enfrentar o tempo e sacudir a saudade.

Aproveitar meus segundos, e SEMPRE conseguir um tempo para quem me ajudará a desencaixotar as lembranças e para quem abraçará a saudade junto comigo.


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